Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma tecnologia útil para resolver as dificuldades da inseminação artificial convencional. Elimina as falhas de observação de cio e encurta o anestro pós-parto que são as principais causas pela baixa taxa de serviço e prenhez dos programas de inseminação artificial tradicionais.
A fertilidade das vacas leiteiras, principalmente as altamente produtivas, é mais baixa, devido a algumas particularidades metabólicas que tornam a concepção mais problemática, exigindo maior número de inseminações por prenhez.
Podemos citar alguns fatores:
Maior incidência de retenção de placenta pós parto.
Aumenta a incidência de endometrites no período pós-parto de vacas leiteiras o que geram prejuízos ao ambiente uterino e, em casos extremos, poderá ocorrer a infertilidade permanente de algumas fêmeas.
Maior incidência de cistos foliculares.
As vacas em lactação possuem metabolismo muito acelerado e uma taxa de degradação hepática de hormônios esteróides muito rápida (estrógeno e progesterona) o que pode interferir no mecanismo da ovulação. Conseqüentemente, pode haver liberação insuficiente de GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofina )e posteriormente de LH (Hormônio Luteinizante), resultando em falha na ovulação, com a formação de um cisto folicular.
Diminuição do período de estro e estros silenciosos.
O cio é induzido por alto nível de estrógenos sobre receptores cerebrais específicos. Quando temos rápida metabolização hepática do estrógeno, (observado nas vacas em lactação), esse hormônio acaba sendo retirado rapidamente da circulação sanguínea. Conseqüentemente, o comportamento estral se apresenta diminuído ou até ausente.
Alta sensibilidade ao stress térmico.
O stress térmico (no verão) provoca uma queda na qualidade dos óvulos produzidos, diminuindo a fertilidade dessas estruturas. Além disso, os embriões são muito sensíveis ao stress térmico, particularmente nos 7 primeiros dias pós-fertilização.
Menor taxa de concepção à Inseminação artificial.
Com a maior metabolização da progesterona produzida pelo corpo lúteo ovariano, o embrião se desenvolve com menores níveis sanguíneos desse hormônio reduzindo a taxa de crescimento embrionário. Isso aumenta a incidência de falhas no mecanismo de reconhecimento materno da gestação por parte da fêmea, com conseqüente luteólise e perda embrionária precoce.
Pré-requisitos para implantar um protocolo de IATF:
- Vacas com mais de 40 dias pós-parto.
- Vacas com bom escore corporal (2,5 ou mais, em uma escala de 1 a 5).
- Aporte alimentar suficiente para evitar perdas de peso.
- Controle sanitário eficiente (Controle brucelose/ leptospirose/ IBR/ BVD/ Campilobacteriose/ etc).
- Veterinário capacitado para implantar o programa de IATF.
- Infra-estrutura adequada para inseminação (troncos/ currais/ mão de obra/ etc).
- Contar com inseminadores experientes.
- Utilizar somente sêmen de touros com alta fertilidade.
Uso de ESTROGIN® nos protocolos de IATF
Estrogin® é composto pelo Benzoato de estradiol na concentração de 1 mg/ml, fundamental nos programas de sincronização em tempo fixo. Deve ser mantido em local fresco, seco, e protegido da luz solar. É importante a aplicação dos hormônios sempre em via intramuscular profunda, com agulhas finas (40x9 ou 30x8), para que não haja refluxo do produto após a aplicação.
Também utilizar seringas novas com capacidade máxima de 5 ml, para maior precisão da dose.
O ESTROGIN® (1 mg/ml) tem sido utilizado nos programas de IATF em gado de corte e raças leiteiras de alta ou baixa produção e também em raças zebuinas.
Exemplo de Programa IATF: Vacas Leiteiras Cíclicas
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Início: Dia zero (16h) Inserir Dispositivo intravaginal bovino, impregnado com progesterona, utilizado em programas de sincronização de fêmeas bovina para inseminação artificial e transferência de embriões. Administrar 3 ml Benzoato de Estradiol (Estrogin)
Oitavo dia (16h) Retirar Dispositivo intravaginal. Administrar medicamento à base de D-cloprostenol. Utilizado para lise do corpo lúteo em programas de IA, TE, indução de partos e tratamento de cistos luteínicos.
Décimo dia (16h) Aplicar 1 ml de análogo sintético de GnRH, à base de Lecirelina, de alta potência, longa duração que induz ovulação em programas de IA (insiminação artificial) e TE (trasnferência de embriões) e no tratamento de vacas repetidoras de cio e cistos ovarianos.
Décimo primeiro dia (8h) Inseminar todo lote
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Exemplo de Programa IATF: Vacas Leiteiras em Anestro
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Início: Dia zero (16h) Inserir Dispositivo intravaginal bovino, impregnado com progesterona, utilizado em programas de sincronização de fêmeas bovina para inseminação artificial e transferência de embriões. Administrar 3 ml Benzoato de Estradiol (Estrogin)
Oitavo dia (16h) Retirar Dispositivo intravaginal. Administrar medicamento à base de D-cloprostenol. Além disso, administrar FSH-p (hormônio folículo estimulante purificado, com baixa contaminação de LH) utilizado para superovulação de doadoras de embriões bovinas, caprinas e ovinas e também nos programas IATF.
Décimo dia (16h) Aplicar 1 ml de análogo sintético de GnRH, à base de Lecirelina.
Décimo primeiro dia (8h) Inseminar todo lote
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PRINCIPAIS VANTAGENS PROPORCIONADAS PELA TÉCNICA IATF:
- DISPENSA A OBSERVAÇÃO DE CIO.
- DIMINUI O INTERVALO ENTRE PARTOS.
- AUMENTA A PRODUÇÃO DE LEITE.
- AUMENTA A PRODUÇÃO DE BEZERROS.
- CUSTOS DE TRATAMENTOS ACESSÍVEIS.
- POSSIBILIDADE DE CONCENTRAÇÃO DE PARTOS NAS ÉPOCAS DE ENTRESSAFRA LEITEIRA.
Fonte de consulta: www.tecnopec.com.br





